Setor agropecuário será destaque na 4ª Expo São João

 Preparativos para o evento, que acontece de 7 a 9 de dezembro, já estão a todo vapor

São João do Oeste se prepara para receber milhares de visitantes de toda a região em um de seus mais importantes eventos, a 4ª Expo São João. Um dos destaques será a agropecuária, ramo de extrema relevância econômica no município.

De acordo com o coordenador do setor na Expo São João, secretário da Agricultura e vice-prefeito do município, Genésio Anton, os trabalhos estão em andamento, com cerca de 80% da estrutura concluída, para que nas semanas que antecedem a feira, a preocupação seja apenas com detalhes. “Servidores estão preparando o galpão, deques e espaços para receber a exposição de animais e os visitantes, que aqui poderão conhecer o que há de melhor no ramo agropecuário em nosso município”, destaca Anton.

Em comparação à última edição da Expo São João, foi ampliado o espaço para expositores no setor agropecuário. Entre os atrativos, haverá desfile e julgamento de novilhas e também de cavalos, uma novidade nesta edição.  Gado de corte, de espécies diversas, também estarão representados. Além da exposição de pequenos animais, na tarde de domingo haverá o ‘Cãocurso’, com desfile de cachorros e animais de estimação.

O vice-prefeito destaca que o bem-estar animal será uma das preocupações da organização durante a feira. Os animais selecionados para a exposição estão recebendo cuidados especiais. “Novilhas entre 8 e 18 meses de idade serão expostas. Atualmente há acompanhamento mensal, inclusive de nutricionista, para que os animais estejam saudáveis e bonitos para a feira”, destaca Genésio.

Em parceria com a Pastoral de Saúde, também haverá no setor agropecuário a exposição de mudas de chás, que estão sendo cultivadas desde o mês de março. O coordenador destaca que a Fitoterapia – uso de florais e chás, é uma tendência na saúde pública, que também passará a ser implantada no município.

 

A importância do setor

O movimento agropecuário de São João do Oeste, no ano de 2017, somou R$ 246 milhões, sendo os setores mais representativos a produção de suínos, gado de leite e avicultura. De acordo com o secretário Genésio Anton, chama atenção que R$ 10 milhões representam bovinos para recria e R$ 6 milhões em bovinos de abate. “Isso é resultado do programa de melhoramento genético, efetivo no município há 14 anos”, destaca.

De acordo com Anton, a produção do leite é de extrema importância para São João do Oeste. A cadeia desta atividade gera muitos empregos e retorno à população. Da parte da administração, o aporte de recursos tem aumentado a cada ano: em 2018 serão investidos mais de R$ 700 mil direto na cadeia do leite, afirma o secretário.

O vice-prefeito destaca que São João tem centenas de propriedades com sucessão de jovens, interessados em dar continuidade aos trabalhos na agricultura. “As propriedades estão cada vez mais modernas, com comunicação, tecnologia, acesso e facilidades que são necessárias para que os jovens e famílias se sintam bem no campo”.

Genésio ressalta ainda que, nos últimos anos, a administração tem investido cada vez mais em equipamentos para dar melhores condições ao dia-a-dia do trabalho na agricultura. “No mês de dezembro, durante a feira, serão anunciadas mais novidades em equipamentos que estão sendo adquiridos para beneficiar os produtores”.

 

Melhoramento genético

Um dos destaques no setor agropecuário de São João do Oeste é o melhoramento genético – cujo programa vem sendo desenvolvido há 14 anos. O secretário explica que na época da implantação, o município decidiu parar de comprar sêmen por preço. Foi designado médico veterinário responsável e estabelecidas parcerias com empresas confiáveis, fornecedoras de sêmen.

Para a raça holandesa, foi optada pela implantação do sêmen com tecnologia francesa. “Na época se tinha animais com úberes grandes, porém pouco produtivos e muito problemáticos. Com a nova tecnologia, os animais de linhagem menor passaram a produzir com melhor qualidade. Atualmente se tem uma linhagem uniforme no município”, explica Anton.

Na raça Jersey, os trabalhos iniciaram oito anos atrás, com foco diferente. “Até então, os animais eram cada vez menores, mais comuns e menos produtivos. Se foi buscar uma tecnologia para ter um animal maior, porém sem perder as características da raça. Está sendo utilizada então a tecnologia dos EUA e Canadá”, finaliza.